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Beisebol

Beisebol em Adamantina

A trajetória do beisebol em Adamantina está intimamente ligada à história da comunidade nipo-brasileira que participou da formação e do desenvolvimento do município. Introduzido por famílias descendentes de japoneses que se estabeleceram na região durante as décadas de 1940 e 1950, o esporte encontrou condições favoráveis para seu crescimento e rapidamente se consolidou como uma das principais práticas esportivas da cidade.

O desenvolvimento da modalidade foi expressivo. Em poucos anos, Adamantina passou a se destacar no cenário esportivo paulista, alcançando premiações estaduais, nacionais e até internacionais. Esse resultado projetou o nome do município no estado e evidenciou a consistência do trabalho realizado pelas equipes locais.

A Associação Cultural, Recreativa e Esportiva de Adamantina (ACREA) teve papel fundamental na organização e difusão da modalidade, consolidando-se como um importante centro de formação esportiva. A partir desse trabalho, Adamantina revelou jogadores, treinadores e dirigentes que alcançaram reconhecimento dentro e fora do Brasil – atletas formados no município chegaram a atuar em equipes profissionais nos Estados Unidos e no Japão, além de integrarem seleções brasileiras e ocuparem posições de destaque em clubes e entidades esportivas nacionais.

Equipe de Adamantina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Equipe de Adamantina — Década de 1990 (foto): Técnico Lauro Shimizu, Auxiliar Técnico Kimioshi Saito, Rodrigo Saito, Dario Ushiro, Diego Inada, Cleber Nakatani, Patrick Yamada, Luis Mário Lopes Kuboki, Marcelo Hirose, Rodrigo Kobori, Jefferson Nishimura, Edson Nakatani Jr, Gustavo Tanikawa, Fernando Hashimoto, Eduardo Nakatani, Keiti Watarai, Mako Watarai, Fernando Kobori.

 

 

 

 

 

 

 

Embora o número de praticantes tenha diminuído ao longo dos anos, o legado do beisebol permaneceu ativo graças ao esforço contínuo de atletas, dirigentes e voluntários. Em 2017, representantes da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), da Major League Baseball (MLB), do Centro Universitário de Adamantina e do município reuniram-se para discutir estratégias de fortalecimento da modalidade. Como resultado, a cidade recebeu materiais esportivos voltados à formação de crianças e adolescentes, além de apoio para capacitação de treinadores e melhorias na infraestrutura esportiva – processo no qual se destacou o treinador Marcos Daun, atuante na promoção do beisebol junto às novas gerações.

Mais do que uma modalidade esportiva, o beisebol integra a identidade cultural de Adamantina. Sua história acompanha a trajetória da comunidade nipo-brasileira no município, preservando memórias, fortalecendo laços comunitários e inspirando, com seu exemplo, novas gerações de atletas e admiradores do esporte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Equipe Adamantina/Haddad, vice-campeã do 29º Brasileiro de Softbol

​Edson Mori, Sergio Kunioshi, Tiago Niwa, Fabio Shimada, Luis Mário Kuboki,

Alex Hashioka, Diego Inada, Paulo Roberto, Marcos Daun, Rodrigo Saito e Jorge Inada Jr.

Os primeiros campos de beisebol

Campo dos Festivais

Localizava-se na Avenida Adhemar de Barros, nas proximidades do cemitério, após o antigo Romanini, à esquerda. Além das atividades esportivas, o espaço era utilizado pela comunidade japonesa para a realização do tradicional Undokai, a Festa de 1º de Maio. Nas proximidades havia também uma máquina de beneficiamento de arroz e café pertencente à família Koda, importante referência para a localização do campo.

Campo atual

Na década de 1980 foi inaugurado o atual campo de beisebol de Adamantina, localizado na área que hoje corresponde ao Câmpus IV do Centro Universitário de Adamantina e utilizado pela ACREA. À época de sua inauguração, o complexo foi considerado o terceiro maior campo de beisebol do Brasil, tornando-se referência regional para a modalidade.

                                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A primeira foto, da década de 1980, faz parte do acervo da ACREA.

A segunda foi registrada em 2018, antes da reforma

O Undokai e a Comunidade Japonesa

 

A tradicional Festa de 1º de Maio, conhecida como Undokai, reunia famílias e amigos em um dia de confraternização marcado por atividades esportivas e recreativas. Eram realizadas corridas, provas lúdicas e brincadeiras voltadas a crianças e adultos, além da distribuição de doces. Entre as lembranças mais recorrentes destacam-se as corridas com ovo na colher, ainda preservadas na memória de muitos participantes.

A presença do beisebol na cidade também se expressava nos campeonatos internos, nos quais equipes formadas por moradores de diferentes regiões de Adamantina competiam entre si. Tornou-se tradicional a divisão do município em quatro equipes, o que mobilizava atletas, famílias e toda a comunidade local em torno das disputas esportivas.

O Águias B.C

 

​​Fundado no início da década de 1950, o Águias Beisebol Clube representou um importante capítulo da história do beisebol em Adamantina e na Nova Alta Paulista. Diferentemente da maioria das equipes da época, fortemente ligadas à comunidade nipo-brasileira, o Águias destacou-se por reunir atletas brasileiros não descendentes de japoneses, contribuindo para ampliar o acesso à modalidade e demonstrando que o beisebol poderia ser praticado por toda a comunidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os jogadores que compunham o elenco estavam:

Américo Prestes, Alcides Romanini, Cícero Ribeiro (pitcher canhoto), Enos Zanadreia,

Galdio Prestes (right fielder), Heraldo Abdo, José Pares Zanadreia,

José Spina, Romeu, Toninho Tiveron, Wilson Abdo, Wilson Mata e

Enéias Zanadreia (catcher).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após estabelecer sua base em Adamantina, a equipe passou a disputar amistosos e campeonatos em diversas cidades da região, como Bastos, Bilac, Junqueirópolis e Pacaembu. Entre suas principais conquistas está o título de campeão em um torneio realizado em Bastos, em 15 de agosto de 1955, resultado que marcou a trajetória do clube. O Águias também contou com a participação do Sr. Morita como treinador e teve entre seus atletas nomes que, posteriormente, continuaram contribuindo para o desenvolvimento do beisebol no município.

Embora tenha existido por poucos anos, o Águias Beisebol Clube deixou um legado significativo. Sua atuação favoreceu a integração entre brasileiros e descendentes de japoneses, ampliou a difusão do esporte na região e ajudou a consolidar o beisebol como parte da identidade esportiva de Adamantina. Sua história permanece preservada por meio de fotografias, registros históricos e da memória de seus ex-jogadores, constituindo um dos alicerces da trajetória do beisebol no município.

                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo entrevista concedida em 1953 pelo presidente da equipe, Nelson de Souza, ao jornal A Gazeta Esportiva, a agremiação teria surgido em Andradina a partir da iniciativa de atletas brasileiros não descendentes de japoneses interessados na prática do beisebol, expandindo posteriormente suas atividades e estabelecendo base em Adamantina, onde passou a ser identificado como “Águias Beisebol Clube de Adamantina”.

Na mesma reportagem, Nelson de Souza defendia uma leitura avançada para a época sobre a integração social no esporte, argumentando que a expressão “equipes japonesas” era, em grande medida, uma simplificação, já que muitos dos chamados times “nipônicos” eram formados por cidadãos brasileiros, filhos de imigrantes japoneses. Nesse contexto, o Águias se destacava por ampliar o acesso ao beisebol a jovens sem vínculo direto com a colônia nipo-brasileira.​ Apesar de sua curta trajetória, o Águias manteve intensa atividade, realizando amistosos em cidades da região, como Bilac, Pacaembu e Junqueirópolis.

Nelson de Souza defendia ainda que as características físicas dos brasileiros eram plenamente compatíveis com a prática do beisebol, sustentando que o principal desafio para a consolidação do esporte na “hinterlândia” paulista não era de ordem técnica ou biológica, mas sim de difusão cultural e divulgação sistemática na Nova Alta Paulista

 

O Cenário Contemporâneo

A partir dos anos 2000, o beisebol em Adamantina ganhou novos contornos com a coexistência de duas vertentes que, embora compartilhassem o amor pela modalidade, apresentavam características distintas. De um lado, mantendo a linha mais tradicional , estava a equipe conhecida simplesmente como a Seleção de Adamantina (ou Equipe de Adamantina), caracterizada por seu icônico uniforme azul. Essa vertente representava a continuidade direta e a manutenção da identidade clássica do esporte local em competições regionais.

                                                                     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seleção de Adamantina

E

 

Adamantina Astros

 

Paralelamente, foi formado o Adamantina Astros. A equipe surgiu com o objetivo de revitalizar a prática esportiva e estabelecer uma nova identidade para a modalidade no município, reunindo atletas que, em muitos casos, já haviam integrado os mesmos times durante a infância. Sua identidade visual é fortemente associada ao uniforme predominantemente verde. Ao longo de sua trajetória, o grupo acumulou resultados expressivos e conquistas em torneios, contribuindo tanto para a preservação da tradição do beisebol em Adamantina quanto para a difusão do esporte entre novas gerações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com o passar dos anos, a tradicional Seleção Azul foi gradualmente encerrando suas atividades. À medida que isso ocorria, muitos de seus atletas e colaboradores passaram a integrar o Astros, contribuindo para a renovação e continuidade do beisebol na cidade. Dessa forma, as histórias das duas equipes se entrelaçaram, formando uma única trajetória marcada pelo esforço, pela amizade e pela paixão pelo esporte. A seguir, registramos os nomes daqueles que ajudaram a construir esse legado ao longo das diferentes gerações

        Menção Honrosa aos Atletas e Ex-Atletas


Este espaço é dedicado aos atletas e ex-atletas que fizeram parte da história do beisebol em nossa cidade. Com dedicação, esforço e paixão pelo esporte, contribuíram para o desenvolvimento da modalidade, representaram suas equipes com orgulho e ajudaram a construir um legado que permanece vivo até hoje. A todos que, em diferentes épocas, dedicaram seu tempo dentro e fora dos campos, registramos nosso sincero reconhecimento e gratidão.

Alex Hashioka • Alex Kanawa • Alexandre Miyamura • Artur Miyamura • Alexandre Noda • Anderson Borro • César Kohara • Cleber Nakatani • Dario Ushiro • Diego Inada • Edson Mori • Edson Nakatani Jr. • Eduardo Nakatani • Elder Okubo • Fabio Hashimoto • Fabio Shimada • Fernando Hashimoto • Fernando Kobori • Fernando Tanikawa • Guilherme Zanadreia • Gustavo Tanikawa • Jorge Inada • Keiti Watarai • Kleber Okubo • Luis Mário Lopes Kuboki • Mako Watarai • Makoto • Marcelo Hayashi • Marcelo Hirose • Marcos Daun • Mauricio Katayama • Maurício Yano • Neto Kido • Patrick Yamada • Paulo Roberto • Ricardo Ando • Ricardo Minutti • Ricardo Myamura • Ricardo Okubo • Ricardo Tsuda • Roberto • Rodrigo Kobori • Rodrigo Saito • Satoru Mori • Silvio Tsuda • Vitor Katayama.
 

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