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Beisebol

O esporte Beisebol foi bastante divulgado e praticado nos anos 50/60 em Adamantina, especialmente incentivado pela grande colonia japonesa da cidade. Postamos abaixo várias fotos desse esporte. Como são fotos antigas, não foi possível, por enquanto, identificar cada pessoa das fotos. Por esse motivo, pedimos a quem conseguir identificar as pessoas, que nos informe para que possamos atualizar os textos. De qualquer forma, temos informações de que, entre outras, as seguintes pessoas  participaram ativamente do desenvolvimento desse esporte em Adamantina...

  • Américo Prestes

  • Alcides Romanini

  • Cícero Ribeiro (pitcher canhoto)

  • Enos Zanadreia

  • Galdio Prestes (Right)

  • Heraldo Abdo

  • José Pares Zanadreia

  • José Spina

  • Romeu

  • Toninho Tiveron

  • Wilson Abdo

  • Wilson Mata

  • Eneias Zanadreia (catcher

História do Beisebol em Adamantina

A trajetória do beisebol em Adamantina está intimamente ligada à história da comunidade nipo-brasileira que participou da formação e do desenvolvimento do município. Introduzido por famílias descendentes de japoneses que se estabeleceram na região durante as décadas de 1940 e 1950, o esporte encontrou condições favoráveis para seu crescimento e rapidamente se consolidou como uma das principais práticas esportivas da cidade.

O desenvolvimento da modalidade foi expressivo. Em poucos anos, Adamantina passou a se destacar no cenário esportivo paulista, alcançando um de seus marcos mais relevantes em 1958, quando conquistou o Campeonato Paulista Infantil de Beisebol. Esse resultado projetou o nome do município no estado e evidenciou a consistência do trabalho realizado pelas equipes locais.

Ao longo das décadas seguintes, o beisebol tornou-se uma tradição consolidada entre as famílias da comunidade nipo-brasileira, reunindo crianças, jovens e adultos em treinamentos, campeonatos e eventos esportivos. Mais do que uma prática competitiva, o esporte passou a desempenhar um papel central na preservação de vínculos culturais, na integração comunitária e na formação de sucessivas gerações de atletas.

A Associação Cultural, Recreativa e Esportiva de Adamantina (ACREA) teve papel fundamental na organização e difusão da modalidade, consolidando-se como um importante centro de formação esportiva. A partir desse trabalho, Adamantina revelou jogadores, treinadores e dirigentes que alcançaram reconhecimento dentro e fora do Brasil. Atletas formados no município chegaram a atuar em equipes profissionais nos Estados Unidos e no Japão, além de integrarem seleções brasileiras e ocuparem posições de destaque em clubes e entidades esportivas nacionais.

 

 

 

 

 

 

 

Embora o número de praticantes tenha diminuído ao longo dos anos, o legado do beisebol permaneceu ativo graças ao esforço contínuo de atletas, dirigentes e voluntários. Em 2017, representantes da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), da Major League Baseball (MLB), do Centro Universitário de Adamantina e do município reuniram-se para discutir estratégias de fortalecimento da modalidade. Como resultado, Adamantina recebeu materiais esportivos voltados à formação de crianças e adolescentes, além de apoio para capacitação de treinadores e melhorias na infraestrutura esportiva. Nesse processo, destacou-se o treinador Marcos Daun, atuante na promoção do beisebol junto às novas gerações.

Mais do que uma modalidade esportiva, o beisebol integra a identidade cultural de Adamantina. Sua história acompanha a trajetória da comunidade nipo-brasileira no município, preservando memórias, fortalecendo laços comunitários e deixando um legado que segue inspirando novas gerações de atletas e admiradores do esporte.

 

 

Os primeiros campos de beisebol

Campo dos Japoneses

 

Localizava-se na Avenida Adhemar de Barros, nas proximidades do cemitério, após o antigo Romanini, à esquerda. Além das atividades esportivas, o espaço era utilizado pela comunidade japonesa para a realização do tradicional Undokai, a Festa de 1º de Maio. Nas proximidades havia também uma máquina de beneficiamento de arroz e café pertencente à família Koda, importante referência para a localização do campo.

Campo atual

 

Na década de 1980 foi inaugurado o atual campo de beisebol de Adamantina, localizado na área que hoje corresponde ao Câmpus IV do Centro Universitário de Adamantina e utilizado pela ACREA. À época de sua inauguração, o complexo foi considerado o terceiro maior campo de beisebol do Brasil, tornando-se referência regional para a modalidade.

 

                                              Foto do campo em 2018, antes das reformas realizadas.

 

 

 

                                                                             

O Undokai e a Comunidade Japonesa

 

A tradicional Festa de 1º de Maio, conhecida como Undokai, reunia famílias e amigos em um dia de confraternização marcado por atividades esportivas e recreativas. Eram realizadas corridas, provas lúdicas e brincadeiras voltadas a crianças e adultos, além da distribuição de doces. Entre as lembranças mais recorrentes destacam-se as corridas com ovo na colher, ainda preservadas na memória de muitos participantes.

A presença do beisebol na cidade também se expressava nos campeonatos internos, nos quais equipes formadas por moradores de diferentes regiões de Adamantina competiam entre si. Tornou-se tradicional a divisão do município em quatro equipes, o que mobilizava atletas, famílias e toda a comunidade local em torno das disputas esportivas.

 

                                                                                                      O Time Águias B.C

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além das equipes tradicionalmente vinculadas à comunidade nipo-brasileira, a região também abrigou uma agremiação de caráter singular na história do esporte: o Águias Beisebol Clube. Fundado no início da década de 1950, o clube apresentou uma trajetória marcada por circulação entre as cidades de Andradina e Adamantina.

Segundo entrevista concedida em 1953 pelo presidente da equipe, Nelson de Souza, ao jornal A Gazeta Esportiva, a agremiação teria surgido em Andradina a partir da iniciativa de atletas brasileiros não descendentes de japoneses interessados na prática do beisebol, expandindo posteriormente suas atividades e estabelecendo base em Adamantina, onde passou a ser identificado como “Águias Beisebol Clube de Adamantina”.

 

Na mesma reportagem, Nelson de Souza defendia uma leitura avançada para a época sobre a integração social no esporte, argumentando que a expressão “equipes japonesas” era, em grande medida, uma simplificação, já que muitos dos chamados times “nipônicos” eram formados por cidadãos brasileiros, filhos de imigrantes japoneses. Nesse contexto, o Águias se destacava por ampliar o acesso ao beisebol a jovens sem vínculo direto com a colônia nipo-brasileira.

Em sua fase em Adamantina, o clube contou ainda com a participação do Sr. Morita, então gerente do Banco América do Sul, que atuou como técnico da equipe. Apesar de sua curta trajetória, o Águias manteve intensa atividade, realizando amistosos em cidades da região, como Bilac, Pacaembu e Junqueirópolis.

Nelson de Souza defendia ainda que as características físicas dos brasileiros eram plenamente compatíveis com a prática do beisebol, sustentando que o principal desafio para a consolidação do esporte na “hinterlândia” paulista não era de ordem técnica ou biológica, mas sim de difusão cultural e divulgação sistemática na Nova Alta Paulista

 

Adamantina Astros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fundado em 2010, o Adamantina Astros tornou-se uma das principais equipes contemporâneas da modalidade no município. A equipe contou com a participação de diversos atletas adamantinenses e passou a representar a cidade em treinamentos, amistosos e competições regionais. Sua identidade visual é marcada pelo uniforme predominantemente verde. Ao longo de sua trajetória, o Astros conquistou resultados expressivos e premiações, contribuindo para a manutenção da tradição do beisebol em Adamantina e para a divulgação do esporte entre novas gerações.​

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